Coluna Livre – Questão salarial em debate

No segundo semestre do ano passado, tivemos em debate dois importantes assuntos, a questão salarial e a famosa reestruturação das duas maiores carreiras do funcionalismo estadual, que são o Magistério e a Brigada Militar. No tocante a Brigada Militar, no último mês do ano passado, quatro vezes Policiais Militares da Ativa e Reserva, de Lavras do Sul, estiveram em frente ao Palácio para manifestações contrárias a forma como o Executivo atual trata a questão salarial. Na questão de reestruturação conseguimos em uma sessão conturbada, dia 22 de dezembro de 2009, que o Lider do Governo, Deputado Pedro Westphalen retirasse os projetos, para evitar sua derrota em plenário. Atitude que não agradou à alguns Secretários Estaduais, como o Sr. Bandeira, que nos chamou de radicais e reacionários na imprensa (matéria no Jornal Zero Hora).

No início do ano, a Governadora citou que lavava as mãos, pois entregaria para a assembléia legislativa e as associações de classe a matéria que tratasse do aumento. Pois bem, a Associação dos Sargentos, Sub Tenentes e Tenentes , juntamente com a Associação Antônio Mendes Filho dos Cabos e Soldados, entregou as reivindicações, dos Servidores de Nível Médio ao Presidente da Assembléia e ao Líder do Governo, Deputado Adilson Troca. E começaram as negociações que tem sido alvo de debates calorosos em todos os setores da imprensa. Como o Governo alegava que as associações não tinham feito assembléias para saber das aceitações dos Servidores, realizamos a nossa no último domingo, às 20 horas, obtendo por unanimidade a não aprovação da forma como nos foi apresentado o Projeto, sendo o placar de 35 a zero. Na assembléia geral na segunda-feira, dia 1° de março, as duas associações de classe em Porto Alegre, também por unanimidade rechaçaram o Projeto. Tendo daí o Cmt Geral utilizando-se dos meios de comunicação da BM, efetuado “uma consulta”, onde o servidor tinha que colocar o nome dizendo sua posição quanto ao Projeto do Governo. Mesmo assim, os servidores disseram não ao projeto.

O ponto polêmico é a parte que o Governo acena com um reajuste de 19,9% para coronéis e majores e, um índice entre nove e 4,55 para tenentes e soldados. Embutindo ainda, o aumento da contribuição previdenciária que vai de 7,5 para 11%. Em alguns casos, dependendo da graduação, o aumento será de 0%.

Como estamos em um ano eleitoral, temos menos de um mês para o acerto e votação, caso contrário ficaremos sem nenhuma reposição.

José Amilcar Moreira Cabral

Dir. Presidente da Regional de Lavras do Sul

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